sexta-feira, 20 de junho de 2014

FACULDADE | Desmanchar preconceitos



A Carolina é das minhas bloggers favoritas e faço questão de muitas vezes aconselhar outras pessoas à leitura do seu blog. Diarimente nos presenteia com publicações que nos levam muitas vezes a uma retrospectiva mais profunda das coisas. Foi o que mais uma vez aconteceu. Surgiu com o tema:: do que é frequentar uma Universidade Privada, dos seus quês e porquês, sem olhar a receios. Nota vinte a esta sua publicação.

Não escondo a ninguém que frequento uma Universidade Privada, e também não escondo a ninguém de que tenho muito orgulho na casa que eu escolhi para mais uma etapa da minha vida. 
A ponderação de ir para uma Universidade Privada foi grande. Todos os elementos cá de casa foram sentados à mesa, de bloco de notas na mão para fazer contas à vida. 
A verdade é que nunca fui uma aluna brilhante, era uma aluna mediana que terminou com uma nota final de secundário de 14 valores ( tristes exames foram os meus). Não era de todo uma nota que me impedi-se de entrar numa Instituição Pública, nem que fosse no interior do país onde as médias são geralmente mais inferiores. 

Terminei o secundário muito à toa, sem saber bem qual o curso que me enchia as medidas, e que fosse tomar rumo do meu futuro daí em diante. Até que me apresentaram o curso na qual agora estou, Criminologia. O curso que juntava a Biologia, que já tinha tido ao longo dos 3 anos de secundário, o Direito, que sempre foi uma área que me despertou interesse, e a Psicologia, que tal como o direito me deixava curiosa. Com a ajuda da minha vizinha, que havia tirado a Licenciatura de Psicologia na minha Universidade, avaliamos o plano curricular do meu curso, em todas as faculdades privadas.  Criminologia apenas existe numa faculdade Pública e por isso a média ronda os 16.5 valores ( impossível para mim) , e em 3 Universidades Privadas. 

Eu queria mesmo tirar Criminologia. Fiquei fascinada com as unidades curriculares, principalmente as da Universidade que estou agora, a Universidade Fernando Pessoa. Atirei-me de cabeça para o curso? Sim. Arrependo-me? Não. As despensas? Bem essas, como já referi acima foram calculadas ao cêntimo.

Embora soubesse que entrava com todas as certezas na Fernando Pessoa, não deixei de concorrer para o Ensino Público. Mais pela minha mãe, que estava muito reticente com a minha escolha. Entrei na UTAD em Educação. Bem, eu em Educação é a mesma coisa que eu no meio de cobras, ou seja improvável para não dizer impossível. Nem sei bem o porquê de na altura ter colocado como opção. Foi para preencher, e para agradar a minha mãe. 

Andar numa Universidade Privada não é sinónimo de facilitismos nem de regalias, ou de copianços a torto e a direito. As minhas notas até hoje refletiram quase sempre o meu esforço, excepto aquelas que estudamos estudamos e depois vimos um misero 11 na pauta. Nada nos é dado de mão beijada nem como garantido. Somos muitas vezes esmiuçados até não poder mais. Andamos feitos baratas tontas de um lado para o outro. 

Para mim, umas das vantagens de frequentar  uma Universidade privada revela-se no número de alunos por turma, somos à volta de 60 o que faz com que os professores criem mais empatia connosco, nos chamem pelos nomes, reconheçam melhor o nosso esforço. Vejo nisto uma vantagem e não o terror que muitos apontam com o facto do professor saber o nosso nome.
Uma das vantagens é sem dúvida o dinheiro que gasto. Apenas pago as propinas e viagens de carro ( que partilho com a M como já disse por cá). Não tenho despesas de alojamento, nem de água, nem luz, etc... Tenho sempre o conforto da minha casa para o estudo, a roupa lavada e a comida na mesa, que agradeço muito à minha mãe por nunca me exigir ajuda e reconhecer que precisava mesmo de estudar. Tenho a certeza que se fosse para uma Universidade Pública, gastaria muito mais, seriam muitos mais encargos financeiros, e esta vida não está fácil para ninguém.

Tenho o prazer de andar na Universidade Fernando Pessoa, que até ao dia de hoje me fez uma aluna orgulhosa de pertencer à mesma. Que muitas vezes me presenteou com congressos e cursos fantásticos e super enriquecedores tanto a nível pessoal como curricular. 
É favor de desmanchar todo esse preconceito que à volta dos "meninos ricos" das Privadas. Eu cá de rica não tenho nadinha. 

8 comentários:

Carolina. disse...

Obrigada pelos elogios, Daniela :)

Maura Teixeira disse...

Eu estou numa pública, mas tenho bons amigos que estudaram e estudam numa privada e nunca tive qualquer tipo de preconceito. E falo de faculdades ou até mesmo durante o secundário.
Ainda no domingo passado quando vinha de viagem para Lisboa uma amiga minha que vinha comigo estava a dizer-me que tinha estado num jantar e que só ela e o namorado é que não tinham feito o secundário numa privada: "Só riquinhos. Credo!. Detesto gente da privada." (E note-se que o namorado dela neste momento está a acabar o curso na Católica!).
Este tipo de conversas irrita-me profundamente. Há gente de tudo em todo o lado, seja universidade privada ou pública. Li a publicação da Carolina ontem, e entendo perfeitamente que vocês (que frequentam universidades privadas) sintam alguma "necessidade" de fazer estes posts. Eu faria também!

Rita Freitas disse...

segui, gostei :)

http://always-a-fashionista.blogspot.pt/

Luna disse...

Eu não tenho qualquer preconceito em relação ás privadas, não mesmo, tenho tanto que gostaria de tirar o curso de Criminologia ou de Ciencias Forenses e Criminais numa privada, tal como tu o meu secundário está á volta de 14 ( mesmo sem os exames que ando a fazer). O problema é o que? Os meus pais. Eles dizem que se eu não me quero esforçar não me vão meter numa privada para ter todas as regalias, ok, eu sei que se paga quase o triplo, sei que ia pagar alojamento/comida, não sou rica, mas também nunca tive apoio de subsidios nem nada. Ando a pensar tirar um ano ou trabalhar, sei lá, mas aqueles cursos eram os que eu gostava mais, e sem bem que os meus pais nunca deixariam. Ou então meto-me numa pública, que é o mais provavel.

Mel disse...

A universidade privada sempre foi vista como a 2ª opção. Isto porque as pessoas acabam por criar uma opinião que parte do 'todo para o particular'. Várias universidades privadas portuguesas 'sujam' o nome a outras, que de 'sujas' não tem nada. Em Lisboa, a Universidade Católica,é privada, e tem um prestigio enorme a nível nacional, e internacional. Esta universidade é das poucas privadas que exige uma média tal e qual como em qualquer universidade pública.
Existem várias faculdades privadas que tem um nível de ensino e estratégias excelentes. Na minha opinião, são os professores que fazem as casas, e muitas vezes esse é o principal erros das faculdades.

Quanto às despesas, é cada vez mais frequente ver alunos a ingressar em privadas devido à distância da faculdade pública relativamente ao local de residência. É muito fácil poupar dinheiro numa faculdade privada, se a opção for a deslocação para uma cidade diferente. 'Ter uma vida' fora de casa é muito mais caro do que uma propina no privado na maioria dos casos. É uma questão de fazer contas, e pesquisar sobre a universidade em questão

A disse...

Acho que puseste tudo em pratos limpos :p Eu estaria indecisa entre uma privada e uma pública neste momento, não fosse o plano de estudos de cada uma. O da pública parece-me mais indicado e específico para aquilo que quero :)

Ines Pereira disse...

eu estou a pensar em ir para a Fernando Pessoa para criminologia mas não sei se poderei por causa das propinas. sera que me podias dizer quanto pagas de propinas?

Daniela Pacheco disse...

olá Inês :) São de 295 euros mensais, mas tens a opção de pagar anualmente que penso que é um valor que ronda o 3000 euros :) Qualquer dúvida pergunta :)