Coisas tristes desta vida: fazer scroll na lista telefónica, encontrar o nome daquela pessoa que já não está entre nós e não saber o que fazer, se manter o número ou se apagá-lo, mesmo sabendo que do outro lado já não se vai ouvir nenhuma voz.
terça-feira, 19 de abril de 2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
ATUALIDADE | "E SE FOSSE EU?"
Famílias têm deixado as suas casas, os seus trabalhos, as suas vidas para fugir à guerra e procurar noutro lugar a paz que necessitam.
Esta iniciativa tem o apoio do Governo e de outras instituições, pretendendo também promover o debate desta situação, dando a tarefa ao cidadão português de se colocar na pele do refugiado e indicar o que levaria numa mochila se fosse ele a ter de deixar a sua vida para trás.
Eu, dando uma resposta a esta questão, levaria dinheiro, bens alimentares de fácil transporte (como bolachas, barritas, água), o telemóvel com carga, alguns medicamentos (nomeadamente para primeiros socorros) e alguns elementos de higiene (como toalhitas).
Torna-se realmente dificil ter que me pôr nesta situação quando no meu consciente acho que existem poucas possibilidades de acontecer. Talvez seja uma pensamento um bocado egoísta por pensar assim e achar que nunca acontece connosco, mas este é mesmo o desafio. Estou tão grata pelo que tenho. Todos o devíamos estar.
E se fossem vocês?
quarta-feira, 6 de abril de 2016
AMOR | DE ESTAR TODOS OS DIAS A AMAR TODOS OS DIAS
Aprendi que ao amor devemos aliar a confiança e que esta deve permanecer intacta para que tudo funcione bem. No dia em que esta for posta em causa é porque algo da nossa parte não foi feito da melhor maneira.
Se antes pensava que estar todos os dias, ou ver todos os dias, a pessoa que amo seria uma plena idiotice, que não fazia sentido, que devia haver o espaço de cada um... à uns tempos para cá tudo isso mudou. Bastou experimentar estar para saber o quão bom é e que mesmo estando todos os dias é possível ter o espaço de cada um. Acredito firmemente que todos devemos ter um momento a sós por dia e que isso não significa que estejamos sozinho e desamparados, mas sim que sabemos viver intensamente a vida.
Durante muito tempo tive hora certa para o ver, no mesmo sitio, todos os dias... mas a vida quis que tudo muda-se e que a distância passa-se a ser a "nossa melhor amiga" e ao mesmo tempo a "nossa pior inimiga".
Aprende-se a reformular prioridades. Aprende-se que a distância só atrapalha se a deixarmos atrapalhar (e acreditem que este ponto torna-se bastante dificil de aprender e que a mim, particularmente, está a custar). Aprende-se a criar oportunidades. Aprende-se que o estar todos os dias pode ser muito importante, mas que amar todos os dias, com mais intensidade, é ainda mais importante. Aprende-se que mesmo não tendo o toque de quem amamos isso não significa que não se sinta o amor e o carinho. Aprende-se um milhão de coisas quando há mudança, como tudo na vida basicamente. Adaptamos-nos às circunstâncias acreditando claro, que num futuro próximo, tudo voltará ao dito "normal". E se não voltar cá estamos para aprender.
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