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quinta-feira, 3 de abril de 2014

PERSONAL | VIAJAR DE COMBOIO É...


Andar de comboio é descobrir olhares, gestos e atitudes. É partilhar um espaço. Um espaço que nos leva a um destino.  Ao destino de cada um.  É sentir novos cheiros.  Uns agradáveis, que dá vontade que passem por nós outra vez.  Outros nem por isso.

Deixei para trás as viagens diárias de comboio.  Substituías pelo conforto de um automóvel.  Agora esporadicamente lá vou eu de comboio. Cada vez que vou é como se fosse a primeira vez.

Quando se anda de comboio regularmente há rostos que se conhecem.  Partilham connosco o mesmo horário, o mesmo comboio!  Como hoje dizia uma senhora no comboio:" Senti-me perdida porque não conheci nenhum rosto! " Pensei naquilo seriamente durante a minha viagem até casa.  A verdade é que quando andava de comboio  diariamente conhecia na generalidade as pessoas.  Havia sempre as que liam um livro durante a viagem.  As quatro amigas que não conseguiam resistir a uma boa sueca. E aquelas que faziam a renda.  Embora não as veja já faz muito tempo, ao recordar isto lembro-me perfeitamente dos seus rostos e expressões.  Fixei os seus rostos no meu pensamento.

Entre atrasos e avarias, que também as há, lá se vai reclamando. A paciência ao fim de um dia de trabalho ou estudo é menor.  Ah, não posso deixar de referir os estudantes que entre livros e fotocópias lá vou aproveitando a viagem para pôr tudo em dia. E os namorados cclaro que vêm na viagem a oportunidade de matar saudades. 

Para mim,  viajar de comboio é partilhar um bocadinho de mim. É a família do comboio.  Que abandonei quando troquei pelas viagens de carro. Embora não me arrependa em nada, por vezes fico nostálgica quando penso nas minhas viagens de comboio.

Viajar de comboio para vocês é...

domingo, 23 de março de 2014

Personal | Sou da aldeia!


Não é difícil de perceber que sou da aldeia, que vivo na aldeia e que tenho muito orgulho nisso, embora adore a cidade e tudo o que ela consegue conter.
As minhas raízes vou sempre honrar. Onde nasci e cresci. Tenho comigo valores fundamentais, experiências que provavelmente nenhuma da moçarada mais novita vai ter. Mesmo aquela que vive na aldeia!

Não querendo de todo ferir suscetibilidades com aqueles que cresceram na cidade. Apenas percebi ao longo destes anos, em convívio com os que cresceram no meio urbano, que realmente havia diferenças entre mim e eles.
Eu brinquei na rua. Só levava comigo a velha máxima de "não fales com estranhos nem aceites nada de estranhos". Pedalei por toda a aldeia com a minha bicicleta dos pokémon. Eu e os meus primos. Quando a sede apertava lá íamos ás fontes de água pura mais próximas. E quando a fome se fazia sentir é certo que íamos passar na casa da avó só para lhe pedir as melhores laranjas do mundo.

 Nunca tive medo de andar sozinha na rua. Ia ao pão quando a minha mãe me pedia. Sem medos. Sabia que estava segura. Pelo caminho encontrava sempre alguém. Bom dia ou boa tarde era, e ainda é felizmente, palavras que dizia com muito agrado. Ensinaram-me a cumprimentar as pessoas por que passava na rua. Óbvio que nas cidades isso é impossível, as pessoas mal se olham nos olhos com o franzenim de vida que levam. Comecei a perceber com o tempo isso!

Quando fui estudar para a cidade vi-me deparada com outras realidades. Provavelmente, ensinei outras realidades aqueles que viam com outros olhos as pessoas das aldeias. Os mitos que existem podem realmente deitar abaixo uma pessoa só porque ela é da aldeia. Minha gente, vamos por mão na consciência! Na aldeia existem carros, há internet e as vacas e as ovelhas não andam na rua. Conseguem ter ideias mesmo erradas da aldeia e isso no início deixou-me triste. 
Hoje em dia faço questão de explicar, de dizer como as coisas são. De fazer ver que o facto de crescer na aldeia não nos faz inferiores a quem cresceu na cidade.

sábado, 5 de outubro de 2013


Estou triste, desanimada, cansada, aborrecida, mal humorada e preguiçosa. Estou que nem um trapo, mas acho que ninguém ainda percebeu. Ainda bem, pelo menos não me fazem perguntas e eu fico no meu cantinho.

terça-feira, 13 de agosto de 2013


Admiro um pessoa que sabe admitir que erra e que é capaz de pedir desculpa.
Acho importante admitir que não fomos correctos ou que não agimos em conformidade para com 
uma situação.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Andar de bicicleta...


Já não pego numa bicicleta para aí à uns 2 anos.
Quando era mais nova adorava andar de bicicleta com os meus primos
mas depois crescemos e perdemos esse hábito.
Qualquer dia pego de fininho na bicicleta do meu pai e 
vou passear pela aldeia.
E vocês, andam muito de bicicleta?

sábado, 27 de abril de 2013


Mais um dia passado a estudar. O que torna isto mais fácil é o facto de o tempo ter arrefecido.
Agora sair à rua de t-shirt não é nada fácil.
E vocês que vão fazer?

sexta-feira, 26 de abril de 2013


Eles gozam porque não sofrem o que nós sofremos.
Queria ver os rapazes a passar por aquilo que nós raparigas passámos.
Taditos deles.