sábado, 25 de abril de 2015

CONVERSAS DE VARANDA | A SOLIDÃO


Encostei o carro.  Na rua não haviam pessoas,  os carros já não passavam e só a luz dos altos candeeiros deixavam esconder um pouco da escuridão que lá estava.  
Tranquei o carro.  Desliguei o rádio.  Não havia nenhum barulho vindo de fora.  Era só eu. Eu estava sozinha, como sempre tenho estado. A solidão estava no auge e eu deixei-a entrar.  E com ela o choro.  A certeza de que as minhas lágrimas eram provenientes da dor de estar sozinha.  
Ninguém que ligasse ou que se importasse realmente. Era só eu e a mágoa de não ter ninguém.
Só queria alguém que me amparasse,  que abrisse as mãos para me abraçar. 
Mas não há ninguém.  A rua continuará escura,  as pessoas não vão passar lá e os altos candeeiros não chegarão para iluminar a solidão que sinto. 

3 comentários:

Timtim Tim disse...

Estás mesmo a falar de ti? Não acredito!!!!

Cor de Salmão disse...

muita força!

Inês disse...

R: Compreendo perfeitamente a dor da tua amiga ahahahah :D