segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

AMOR | DO AMOR AO ÓDIO


Sempre ouvi dizer que do amor ao ódio havia apenas uma pequena distância a separa-los. Questionava-me imensas vezes como é que era possível uma pessoa amar tanto outra, e por algum motivo -  certo ou errado -  passava a odiar essa mesma pessoa. O amor, era aos meus olhos, uma enorme fortaleça, inderrubável, imbatível e que por isso jamais passaria a ódio.

A idade, as situações da vida - não que seja uma expert nas lides do amor - faz-nos mudar opiniões e refutar frases feitas, ainda mais. 
Estar perante uma situação fez-me ver que aquilo que outrora eu questionava, tornou-se uma quase certeza. E digo quase certeza, porque não senti que o meu amor passasse totalmente a ódio. Foi um quase ódio mais raiva, se é que me faço perceber. 
Aquele amor viu-se frágil. Eu senti-me frágil e enraivecida, mas nunca odiei quem me magoou. Era uma mistura de raiva, medo e fúria, mas ódio nunca.

Está, para mim, tão alto o patamar do ódio que muito dificilmente eu iria alcança-lo, principalmente por uma pessoa que um dia amei tanto. Para mim o ódio não se sobrepõe ao amor nunca. Podem-me fazer muito mal, mas odiar será muito dificil. Por que para eu odiar certamente foi porque nunca amei essa pessoa!

3 comentários:

Carolina disse...

Essa relação amor/ódio faz-me imensa confusão! Tal como referiste, só se chega ao cúmulo do ódio se, de facto, não se amou verdadeiramente! Inocente ou não, eu cá acho que o amor é indestrutível, venha o que vier :)

Catarina Ribeiro disse...

concordo com a Carolina, acho que quando se ama, ama-se para sempre, mesmo que apareçam outras pessoas na nossa vida.
segui *

Maura Teixeira disse...

Eu concordo com o que disseste. Passamos por imensas fases. A raiva é a primeira, e a última acaba muitas vezes por ser a indiferença. Mas ódio acho que nunca chegamos verdadeiramente a sentir