quarta-feira, 9 de julho de 2014

AMOR | A carta que nunca te escrevi


Na sala está barulho, com tudo a comentar o futebol que passa na televisão. Não consigo estar lá. Refugiei-me na varanda. Sentei-me na cadeira com uma vontade incontrolável de escrever, de deitar tudo cá para fora. De poucos em poucos minutos o telemóvel vai vibrando, e eu sei sempre que és tu. Páro de escrever e leio o que tu me escreveste. Não é preciso uma análise muito profunda para saber aquilo que tu sentes, mesmo quando insisto e te faço essa pergunta. 

Dou por mim mais calma. Muito mais calma do que ontem, e com menos sono também. Sei que esperas de mim uma resposta. A resposta que te vai confortar a alma e que te vai deixar menos nervoso. A resposta que tu, desde ontem, esperas de mim. Não é difícil de te a dar, e tu sabes bem qual é, não fosses tu o meu porto seguro e aquilo que tenho e que mais quero guardar para toda a vida. 
Sou daquele tipo de raparigas que diz muita coisa da boca para fora. Algumas delas tão ridículas que no dia seguinte ainda me ponho a pensar se realmente fui capaz de dizer tal barbaridade. Tenho o coração na boca, como se costuma dizer. Principalmente quando se fala em amor. As palavras saem como se fossem um carro de fórmula 1- a alta velocidade- sem pensar.

Lamento cada uma dessas palavras que te magoaram. 
Tenho em ti a certeza de um futuro feliz, com muito amor e conquistas. Óbvio que vejo em ti a pessoa que sempre sonhei. A verdade é que me preenches em quase todas as medidas, que conseguem compensar as coisas em que não somos compatíveis. Se soubesses o quanto essa incompatibilidade em alguns aspectos me corrobora por dentro. Ai se tu soubesses...

Agora aqui, pensei em cada linha que escrevi. A lua está mais alta e cada vez mais brilhante. Vejo a lua de hoje como o nosso amor de amanhã. Alto e brilhante, superior e inigualável, único e belo. Sem borborinhos, como aqueles que zoam no meu ouvido por causa dos mosquitos- desculpa esta triste comparação.
Isto para te dizer ao fim de quase 4 anos de uma união acho que não é qualquer coisas mesquinha que vai destruir aquilo que construímos. Eu sei, eu sei, esta frase é mais conhecida e batida do que a Sé de Braga- cá na minha terra também se diz destas coisas- mas é mesmo verdade. E se pararmos 5 minutos para pensar precisamente nisto? Faz sentir acabar com uma relação de anos, sólida e com um futuro promissor- e nós sabemos disso- por coisas pequeninas? Para mim não faz. Mesmo quando a primeira palavra que me sai da boca é "acabar". Simplesmente sai. E é completamente irrefletida.

Quero com isto eu dizer que acabei de te dar a resposta que tu sabias que um dia irias receber.

7 comentários:

Maura Teixeira disse...

O texto é lindo!
Espero que fiques bem :)

Catarina Ribeiro disse...

adorei :3

Helena disse...

Que texto bonito e sentido. Espero que consigam resolver as coisas, pq como dizes não vale msm a pena perder uma relação como a que descreves por coisas sem sentido :)

Effy Stonem disse...

Tão fofo :3 Tens tanto jeito..
R: Bem preciso, ainda por cima estou em pânico ai :|

Neuza disse...

está tudo bem? :s
r: amanha saberás:p

Carolina disse...

Tão lindo! Espero que fique tudo bem, nota-se a léguas que vocês são parte um do outro*

Catarina Dias disse...

Revejo-me por completo no teu texto :)

Espero que sejam felizes :)

Beijo

http://wwwbeaprincess.blogspot.pt/